quarta-feira, setembro 28, 2011

Gênsese Apocaliptíca



Espero por você no fim da linha. Eis o momento que tenho esperado. É a rebelião dos sentimentos que foram violentados por dezessete anos. É a voz que rompe o silêncio majestoso, é o corpo que nega suas próprias leis, o inconsciente que renasce. Nada mais irá me calar.

Posso sentir o chão tremer diante da grandiosa tempestade que virá. Posso senti-lo vibrar em fúria e estremecer no medo.
Ouço o choro e o ranger de dentes dos que aliciaram pecados imperdoáveis, e sinto compaixão. Mas nada mais posso fazer. Quem sou eu para impedir? Que venham os terremotos e furacões já profetizados antes de mim e dos meus anteriores. Esta é a gênese do final dos tempos: todos foram alertados, todos ouviram, poucos deixaram seu orgulho.
Se me perguntar o que levar para se proteger, digo toda a sabedoria que tiveres acumulado em teus anos de vida. Nada mais. Nem ouro, nem prata, pois os ceifadores não são subordinados por moeda deste tempo.
Se me perguntares quem levar contigo, diria os poucos que realmente te amam. Se levardes os errados eles se perderam no caminho e você ficará sozinho na escuridão.
Se me perguntares de que irá viver, diria de toda a Palavra de vida que encontrar daqui até lá. Se procurardes teu alimento no mundo, comeras, comerás, comerás e tua fome continuará insciada .
Prepara-te bem, porque só está começando. Eis que as portas foram abertas, os cães estão correndo por sobre a Terra, as almas já estão sendo torturadas. É somente o princípio de como tudo tornasse-á nada, pois as luzes se apagarão.
Amanda Souza

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