quinta-feira, julho 15, 2010

Alegra-te


A fina chuva invernal cai sobre mim, molhando-me o rosto. O vento rude e frio invade-me por entre a blusa e atinge meu corpo, causando o calafrio. E mesmo assim, sorrio.
Não me importa muito as condições climáticas, tampouco se irei me machucar: Eu quero mais é ser feliz. Sorrir, sem ter medo de um dia chorar. Cantar sem medo de desafinar. Quero tomar um banho de chuva e encharcar-me toda, quero lavar-me da água vinda diretamente do céu, sem se preocupar com as conseqüências.
Pular corda como se ainda fosse uma criança de oito anos mesmo tendo o dobro da idade, quero tomar sorvete em um dia frio, sem ligar para minha garganta.
Neste dia especial, não quero me maquiar, não quero lixar as unhas, não quero ser uma mulher com deveres e obrigações. Minha única obrigação é ser feliz, não importa como, quando e onde, quero levar meu sorriso comigo como meu cartão de visitas.
Quero rir de qualquer coisa, qualquer piada, rir até perder o fôlego. Quero comer chocolate sem me preocupar se vou ter espinhas.
E não chorarei se eu sangrar. Pois este será também um presente para mim. Nós sangramos para saber que estamos vivos. Nós sofremos para que saibamos que não somos indestrutíveis.
E minha única arma contra esse mundo frio e feio é meu sorriso. Por isso, sorrirei até o fim da minha vida.
Amanda Souza
(ps. =])

sábado, julho 10, 2010

Abandonada

Mais uma vez, abandonada. Porque eu ainda acredito no amor? Porque insisto em meus sonhos? Porque ainda respiro?
Eu já tinha me acostumado com sua voz rouca me esperando do outro lado da linha. Eu já tinha me acostumado com seus beijos doces, porque isso era tudo o que eu queria. Você era tudo que eu queria. Você.
Eu não posso me enganar. Não a mim. Eu não nasci para amar. Eu não sou digna do amor. Sou só um verme desprezível, sem sentimentos. Que me fez pensar que eu poderia merecer beber deste cálice?
Cá estou novamente. Com o coração em pedaços, desejando a morte a cada longo suspiro. Desejando o céu. Só sou digna da dor e das lágrimas. Se pudesse me desfazer em lagrimas e esquecer tudo o que foi dito por essa boca que tanto amei. Palavras... De benção e maldição. Palavras são perdoadas, mas nunca esquecidas. A boca que me beija é a mesma que me cospe.
Por hora, vou cerrar os olhos. Não quero abri-los, não quero ser forte. Quero ceder. Por hora, vou cerrar os olhos. E quem sabe, não abri-los mais.
Amanda Souza